Cuidando de quem cuida, projeto fortalece o autocuidado, a convivência e as redes de apoio entre mulheres

Cuidando de quem cuida, projeto fortalece o autocuidado, a convivência e as redes de apoio entre mulheres

Em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, o Centro da Mulher e a Rede Mulheres, Gênero e Diversidade do Movimento do Graal no Brasil promoveram encontros e oficinas que colocaram o cuidado como um direito.

Cuidar de quem cuida também é uma forma de transformar relações e fortalecer a vida em comunidade. Com esse olhar, o Centro da Mulher e a Rede Mulheres, Gênero e Diversidade do Movimento do Graal no Brasil realizaram o projeto “Cuidando de quem cuida: o cuidado como um direito”, criando espaços de acolhimento, escuta, troca de experiências e reflexão para mulheres.

Ao longo do projeto, foram realizadas oficinas e vivências que abordaram o cuidado a partir de diferentes perspectivas e linguagens. A proposta foi ampliar a compreensão sobre o autocuidado, mostrando que cuidar de si não é um ato de individualismo, mas um direito e uma dimensão fundamental para a vida das mulheres.

As atividades possibilitaram momentos de reflexão, aprendizado e convivência, sempre valorizando os saberes, as histórias e as experiências das participantes. Entre os temas trabalhados estiveram a relação com o corpo, a alimentação, as plantas e os saberes tradicionais, a espiritualidade, o pertencimento, as relações de cuidado e a dança.

Em “Alimento que abraça”, por exemplo, a preparação da tapioca foi utilizada como uma experiência para conversar sobre autocuidado, autonomia, respeito aos próprios limites e a importância de reconhecer as próprias necessidades. Já a oficina “O corpo e as ervas” aproximou as participantes dos conhecimentos sobre plantas medicinais e da relação entre corpo, natureza e cuidado.

A oficina “Ser casa para mim e para o outro” trouxe reflexões sobre pertencimento, acolhimento e a construção de redes de cuidado, enquanto “Espiritualidade, uma prosa” propôs uma conversa sobre fé, esperança, solidariedade e amor, sem vinculação a uma religião específica.

A dança também esteve presente como uma importante forma de cuidado. Na oficina “Dança e o cuidado”, as participantes conheceram um pouco mais sobre a história do samba, suas músicas e ritmos, e tiveram a oportunidade de experimentar diferentes movimentos. O encontro foi marcado por muita alegria e participação, mostrando como a dança pode ser também um espaço de expressão, convivência e bem-estar.

Mais do que oferecer atividades, o projeto buscou criar momentos em que as mulheres pudessem parar, respirar, se escutar e reconhecer que também precisam e merecem ser cuidadas. As oficinas fortaleceram vínculos e possibilitaram a construção de espaços coletivos de apoio, valorizando o cuidado compartilhado.

O “Cuidando de quem cuida: o cuidado como um direito” reafirma, assim, a importância de colocar o cuidado no centro das discussões sobre a vida das mulheres. Cuidar não deve ser uma responsabilidade assumida de forma solitária: é uma dimensão coletiva, social e política que precisa ser reconhecida e valorizada.

Porque cuidar de quem cuida é também construir relações mais justas, fortalecer redes e afirmar que toda mulher tem direito ao cuidado.

Acompanhe o projeto

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